Poucos artistas no mundo da música contemporânea geraram uma expectativa tão gigante quanto Bad Bunny para sua primeira apresentação no Brasil, marcada para os dias 20 (ingressos esgotados) e 21 de fevereiro, no Allianz Parque, em São Paulo. Há poucos ingressos à venda por meio do site da Ticketmaster.
A DeBÍ TiRAR MáS FoToS World Tour vem sendo apontada pela indústria como uma das turnês mais recordistas de 2025. De acordo com números reportados ao Billboard Boxscore [via Billboard], nos dois primeiros shows da turnê, iniciada em 21 e 22 de novembro em Santo Domingo, República Dominicana, foram vendidos 64.200 ingressos, totalizando um valor de US$ 7,9 milhões (R$ 42,58 milhões, na cotação atual). Fato que tornou-se a maior arrecadação da história registrada no país, superando Justin Bieber, Coldplay e Karol G.
Com shows esgotados e datas extras sendo adicionadas enquanto a turnê avança em estádios da América Latina e Europa, Bad Bunny tem sido o primeiro artista latino a registrar lotações históricas. Inclusive mobilizando milhões de pessoas em plataformas de venda de ingressos. Na Espanha, o artista bateu recorde com a venda de 600 mil ingressos em apenas 24 horas para os 12 shows que fará no país entre maio e junho [via CNN].
Superou artistas latinas como Shakira e Karol G
Em apenas 12 shows iniciais, a turnê acumulou US$107 milhões (R$576 milhões na conversão atual) em receita e 697 mil ingressos vendidos. E superou recordes históricos estabelecidos por outros grandes nomes da música latina como Shakira e Karol G em estádios importantes da América Latina.
Nos shows realizados na Cidade do México, Bad Bunny consolidou um desempenho histórico ao vender 518 mil ingressos em oito apresentações no Estadio GNP Seguros, arrecadando cerca de US$86,7 milhões (R$465 milhões na conversão atual). Sendo o maior público e renda já registrados na história do estádio. Esses números representaram um avanço significativo em relação aos sete shows de Shakira no local em março de 2025, cujo público foi aproximadamente 31% menor e a arrecadação cerca de 86% menor do que a da série de Bad Bunny.
No início da turnê latino-americana, Bad Bunny também estabeleceu recordes em outros estádios. Como no Estadio Nacional de San José, onde 115 mil ingressos geraram US$ 12,4 milhões (cerca de R$ 66 milhões), superando o recorde anterior de Karol G no mesmo local, onde a cantora vendeu 105 mil ingressos [Os dados são da revista Exame].
A turnê é parte da promoção do álbum DeBÍ TiRAR MáS FOToS, lançado em janeiro do ano passado. O disco se destaca tanto comercialmente quanto culturalmente. Alcançou o topo da Billboard 200 nos Estados Unidos, com a maior semana de vendas de um disco latino nesse formato desde que o ranking começou a ser medido nos anos 1990. O artista porto-riquenho também conquistou o 1º lugar como o Artista Global Mais Ouvido de 2025 no Spotify.
Um reforço da nossa nossa cultura latina
Assistir a um show de Bad Bunny hoje vai além de acompanhar um artista popular. Trata-se de presenciar um dos fenômenos mais consistentes da música contemporânea. E mais que isso, reforçar nossa cultura latina e enaltecer um artista que explora letras que falam de identidade histórica cultural, sem diluí-las para caber no mercado global.
Bad Bunny, cujo nome verdadeiro é Benito Antonio Martínez Ocasio, sempre esteve envolvido na política. Embora DeBÍ TiRAR MáS FOToS não seja um disco explicitamente político, o artista faz críticas em defesa às minorias e principalmente, o povo de Porto Rico, explorando temas como alienação econômica e cultural. Em entrevista ao site TIME, Bad Bunny explicou que “a maioria das pessoas não faz a mínima ideia de quem você é”.
“Muitas vezes, quando quero me expressar de uma forma mais política, faço isso em canções porque é a melhor maneira que encontro. Acho que todo porto-riquenho pode ouvi-la, chegar à sua própria conclusão. Pesquisar e interpretá-la da maneira que achar melhor”, disse ele se referindo aos estrangeiros ricos que se mudaram para Porto Rico, impactando o acesso dos moradores locais à moradia e às praias públicas.
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