O artista porto-riquenho Benito Antonio Martínez Ocasio, mais conhecido como Bad Bunny tem dominado estádios na América Latina com sua DeBÍ TiRAR MáS FoToS World Tour, que finalmente chegou ao Brasil, em São Paulo na última sexta-feira, 20 – com data extra neste sábado, 21 -, no Allianz Parque.

A turnê promove o seu álbum ganhador do Grammy de Álbum do Ano Debí Tirar Más Fotos (2025)e figura entre as maiores já realizadas por um artista latino, com mais de 2,6 milhões de ingressos vendidos em poucas semanas e múltiplas datas esgotadas em diversas capitais da região.

Para além da música e premiações, assistir a um show de Bad Bunny hoje vai além de acompanhar um artista popular. Trata-se de presenciar um dos fenômenos mais consistentes da música contemporânea. Seu nome está bem fresco na mídia, principalmente após a apresentação no Super Bowl LX Halftime Show, em 08 de fevereiro, onde se tornou o primeiro artista latino a liderar o evento inteiramente em espanhol. A performance utilizou referências culturais latinas e símbolos de unidade continental, alcançando audiência recorde para o intervalo do jogo, e foi exatamente isso – e muito mais – que presenciamos no show desta noite em São Paulo.

Em sua estreia no país, que acontece em meio a uma fase inédita de protagonismo latino, Bad Bunny provou que ultrapassa fronteiras linguísticas e fez com que os brasileiros assumissem o orgulho latino, mostrando que todos tem o “sazón”. Com um espetáculo grandioso que conta a história de Porto Rico e raízes latinas, Bunny entregou um repertório de 29 músicas, mesclando os clássicos da carreira com os hits do aclamado Debí Tirar Más Fotos. 

Faixas como “BAILE INoLVIDABLE”, “Tití me preguntó”, “DtMF” e “Weltita” foram interpretadas em momentos de forte resposta do público, em uma apresentação que chegou a mais de duas horas e meia de duração. Também abrindo portas para revelações do Porto Rico, Bad Bunny convidou Chuwi para abrir seu show – e o grupo também participou de algumas canções de Bunny. 

O comportamento do público refletiu tanto entusiasmo quanto diversidade de reação. Nesta apresentação sold out com 45 mil pessoas, os fãs participaram ativamente de coreografias e cantaram em uníssono os sucessos do artista, finalmente se orgulhando do sangue latino. E não só brasileiros, o show estava repleto de fãs de literalmente todos os países latinos – e alguns gringo europeus e norte-americanos. 

O artista escolheu uma música para dialogar com o público brasileiro, entregando uma versão de “Mas que Nada”, de Jorge Ben Jor, interpretado por Los Pleneros de la Cresta, grupo de música tradicional de Porto Rico, que se tornou banda de apoio de Benito. Além da música, o espetáculo contou com detalhes que fizeram toda a diferença, como câmeras entregues ao público, que piscavam durante o show em harmonia com as canções, bandeiras de vários países mostrando a diversidade de fãs. Além da divisão dos palcos para proporcionar uma experiência completa independente do setor, com a já famosa ‘Lá Casita, que conta com alguns fãs e convidados mostrando algo típico da nossa cultura. 

Benito por várias vezes agradeceu por realizar seu sonho de conhecer o Brasil, provando seu amor e determinação em fazer as pessoas se orgulharem da nossa nação latino-americana. E mais que isso, se tornou um símbolo da nossa cultura, que enaltece e explora letras que falam de identidade histórica cultural, sem diluí-las para caber no mercado global. 

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Repórter e Fotógrafa em cobertura de shows, resenhas, matérias, hard news e entrevistas. Experiência em shows, grandes festivais e eventos (mais de mil shows pelo mundo). Portfólio com matérias e entrevistas na Metal Hammer Portugal, Metal Hammer Espanha, The Metal Circus (Espanha) Metal Injection (EUA), Wikimetal e outros sites brasileiros de cultura e entretenimento. Também conhecida como A Menina que Colecionava Discos - [email protected]