O Lollapalooza Brasil 2026 chegou! A 13ª edição do festival está sendo realizada entre os dias 20 e 22 de março no Autódromo de Interlagos em São Paulo. 

O Mad Sound esteve presente no primeiro dia de evento, realizando uma cobertura especial em seu site e suas redes sociais. Nossa redação separou os 4 melhores shows do dia. Saiba em detalhes como foi cada uma delas.

Ruel

Três anos após estrear no Brasil, o jovem cantor britânico Ruel fez seu esperado retorno ao país. Originalmente, ele não estava no line up desta edição do Lollapalooza e entrou como substituto do rapper d4vd. Contudo, o timing para seu retorno não poderia ter sido melhor, já que em outubro de 2025, ele lançou Kicking My Feet, seu terceiro álbum de estúdio. O disco foi extremamente elogiado por sua produção e por manter a característica sonora do cantor: um pop bastante envolvente.

Sob um forte sol e uma banda de apoio excelente, o músico levou o público ao delírio com canções feitas perfeitamente para serem ouvidas em um final de tarde. Destaca-se também a felicidade dele em estar novamente no país – inclusive chegando a usar uma camisa da Seleção Brasileira e óculos juliet – agradecendo sempre que era possível. Em uma fase onde a música está extremamente impulsionada por redes sociais, não é exagero dizer que será questão de tempo para que Ruel logo comece a ganhar ainda mais espaço em festivais ao redor do mundo e se consolidando ainda mais como uma das maiores revelações da música pop dos últimos anos.

Doechii

A rapper norte-americana Doechii enfim fez sua estreia no Brasil. Em 2024, a artista se apresentaria no AFROPUNK EXPERIENCE, mas precisou cancelar a performance por “questões pessoais”. No entanto, a espera dos fãs pela sua “Swamp Princess” valeu a pena e ela chegou ao Lollapalooza Brasil 2026 no melhor momento de sua carreira, embalada com Alligator Bites Never Heal, seu terceiro álbum de estúdio, lançado em 2024. Esse disco garantiu à cantora três indicações no Grammy 2025: Melhor Artista Revelação, Melhor Performance de Rap por “NISSAN ALTIMA” e Melhor Álbum de Rap – sendo esta última vencida por ela.

Com uma produção de palco grandiosa, Doechii até mesmo dançou funk, fez o famoso quadradinho ao som do Furacão 2000. A artista é extremamente carismática, contando com rimas ácidas e debochadas em suas canções, empolgando até mesmo quem não a conhecia. Outra surpresa foi a inclusão de “What it Is” em sua setlist – algo que não aconteceu nas apresentações realizadas no Chile e Argentina. O cancelamento de dois anos atrás pode ter frustrado muita gente, mas a performance serviu para mostrar que, caso queira, haverá uma grande demanda para possíveis apresentações solo no país.

Deftones

Hoje, não é exagero dizer que o Nu Metal ressurgiu. Podemos citar uma série de razões, mas uma se destaca: a popularização de músicas nas redes sociais, especialmente no TikTok. Com o Deftones, isso não é diferente. Após dez anos, Chino Moreno e cia, enfim retornaram ao Brasil, e o momento não poderia ser melhor, especialmente após o lançamento do álbum ‘private music’ em agosto de 2025. O disco impulsionou o grupo ao topo de diversas paradas musicais mundo afora, ganhando boas notas em críticas especializadas.  Saiba como foi o show no Wikimetal.

Sabrina Carpenter

Em sua quarta passagem no Brasil, Sabrina Carpenter retornou ao país como a principal atração desta edição, no melhor momento de sua carreira e com uma popularidade gigantesca entre o público mais jovem. Despontada como uma dos principais nomes do pop da atualidade, ela chegou ao festival repleta de músicas que se tornaram hits chiclete, contam com milhares de reproduções em plataformas de streaming e se tornaram trends em redes sociais, como é o caso de “Manchild”.

Com apenas 26 anos de idade, a cantora fez história ao se apresentar para um Autódromo de Interlagos completamente lotado. Cada uma de suas músicas era cantada a plenos pulmões por um público majoritariamente jovem e até mesmo crianças acompanhadas de seus pais. Sabrina ainda falou palavras em português e ganhou  um item especial: a bandeira do Brasil com seu rosto estampado nela. Em “Juno”, a cantora faz uma brincadeira onde “prende” alguém da plateia, sendo Luísa Sonza como a escolhida. No entanto, ouviam-se uma grande quantidade de vaias para a artista brasileira. O fato pode não ter agradado muitas pessoas, mas não tira de modo nenhum a grandiosidade do show e com uma produção de palco à altura da grande diva pop que Sabrina Carpenter se tornou em tão pouco tempo, e se consolidando como uma das maiores artistas de sua geração.

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