Dolly Parton morreu nesta terça-feira, 25 de agosto, em Nashville, aos 80 anos. A notícia foi confirmada pela família em vídeo publicado nas redes sociais da cantora, gravado por Brian Seaver, seu sobrinho e chefe de segurança havia mais de vinte anos. A causa da morte não foi divulgada.

Segundo Seaver, o pedido para anunciar a morte publicamente partiu da própria Dolly, feito anos atrás. Ele afirmou que a cantora “vivia na luz” e estava “nos braços de Jesus”, recebida por Carl Dean, marido dela, morto em março de 2025, e pelos pais.

Parton vinha enfrentando problemas de saúde não especificados desde o ano passado. Em 2025, cancelou uma série de shows em Las Vegas. Há poucos dias, não compareceu ao Academy of Country Music Honors, em Nashville, onde recebeu o ACM Poet’s Award. Em julho, foi anunciado que ela havia somado 82 novas certificações musicais em 14 países.

Nascida em 1946 numa cabana no Tennessee, uma das doze filhas de uma família rural, Dolly construiu carreira de mais de sessenta anos como cantora, compositora, atriz e empresária. Vendeu mais de 100 milhões de discos. É autora de sucessos como “Jolene”, “9 to 5” e “I Will Always Love You”, esta última, regravada por Whitney Houston em 1992, tornou-se uma das baladas mais executadas da história.

No cinema, estrelou 9 to 5, ao lado de Jane Fonda e Lily Tomlin, com indicação ao Oscar de melhor canção original, e Steel Magnolias. Fora da música, fundou a Imagination Library, projeto que distribuiu mais de 100 milhões de livros infantis gratuitamente. A família pediu que doações ao projeto substituam o envio de flores.

Sua atuação filantrópica foi além da música. Em 2020, Dolly doou US$ 1 milhão ao Vanderbilt University Medical Center para financiar pesquisas contra a Covid-19, contribuição que ajudou a viabilizar os testes iniciais da vacina desenvolvida pela Moderna em parceria com o National Institutes of Health. A doação, feita meses antes da aprovação do imunizante, foi amplamente noticiada na época e reforçou a imagem pública da cantora como uma das figuras mais generosas da indústria do entretenimento.

Dolly foi casada com Carl Dean por 58 anos. Também perdeu os pais e três irmãos ao longo da vida. Recebeu o Kennedy Center Honors e múltiplos prêmios Grammy, e é citada como referência por artistas de diferentes gêneros, de Miley Cyrus a Rob Halford.

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Nascida na Argentina mas radicada no Brasil há mais de 15 anos, Daniela achou na música sua linguagem universal. Formada em radialismo pela UNESP, virou pesquisadora criativa e firmou seu pé no jornalismo musical no portal Popload e na Rolling Stone Brasil. Gateira, durante a semana procura a sua próxima banda favorita e aos finais de semana sempre acha um bom show para assistir.