Texto por Yannick Sasaki

Fotos por Marcela Lorenzetti

Na última quinta-feira, 16, a banda BRAZA trouxe todo calor e energia para dentro do Cine Joia. Com a casa cheia, a banda formada pelos ex-integrantes do Forfun transformou a casa em uma grande pista de dança com repertório cheio de groove, rap, reggae e hardcore ao mesmo tempo.

A banda de reggae Feminine Hi-Fi abriu a noite, o power-trio é formado por Andrea Soriano, Daniella Pimenta e Laylah Arruda e trouxeram muito da cultura de Sound System para um público repleto de todas as tribos.

Após o término do show de abertura, o público já olhava atento a qualquer movimento no palco e não demorou muito para Danilo Cutrim, Victor Isensee, Nicolas Christ e Pedro Lobo subirem e darem início ao espetáculo tocando “Ande”, canção presente no último álbum do BRAZA, Tijolo por Tijolo, lançado em 2017.

O clima de confraternização entre a banda e o público no Cine Joia acompanhou a apresentação desde o primeiro acorde, e o BRAZA soube muito bem esquentar ainda mais o ambiente com músicas como “Selecta”, “Embrasa”; e “Segue o Baile”, todas cantadas (ou gritadas) a todo pulmão pelos fãs da banda. A apresentação teve um setlist para todos os gostos, contando inclusive com “Ando Meio Desligado”, cover do grupo Os Mutantes gravado durante a pandemia e lançado em 2020. 

Ao decorrer do show Danilo Cutrim chamou ao palco a banda paulista Big Up, dando início as participações especiais, para cantar a canção  “A Vida Começa Agora”, single lançado em novembro deste ano.

O repertório também contou com o último lançamento do BRAZA, “Olinda”, canção em que a banda convidou a vocalista do grupo Feminine Hi-Fi (Laylah Arruda) para cantar a parte originalmente gravada por Nêgamanda, cantora e compositora baiana.

O clima de romance que “Olinda” trouxe foi logo substituído pelo caos que tomou conta quando a banda carioca tocou os primeiros acordes de “We Are Terceiro Mundo”, onde uma grande roda roda-punk se abriu na pista do Cine Joia, levando o show na direção mais hardcore.

O último convidado da noite foi Sebastián Piracés-Ugarte (Sebastianismos, Francisco El Hombre) que subiu ao palco para cantar a música “Batida do Amor”, gravada em parceria entre o BRAZA e a banda Francisco, El Hombre e foi difícil encontrar uma pessoa só que não estive cantando a música, que tem em sua essência todo o calor latino-americano.

Seja nos versos de rap cantados por Victor Isensee ou seja nos de hardcore cantados por Danilo Cutrim, o BRAZA se mostra cada vez mais maduro e dono de seus próprios caminhos, viajando entre ritmos e estilos, movendo uma multidão de todas as tribos e entregando sempre um espetáculo onde é impossível ficar parado.

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